O Grupo Adicc expande
oficialmente sua atuação para a Região Metropolitana de Salvador, onde a
operação será liderada pessoalmente pelo presidente Antonio Carlos. Esta
movimentação estratégica visa intensificar a fiscalização dos atos públicos e
fortalecer a presença do grupo nos municípios vizinhos. Como primeira medida
desta nova fase, o grupo protocolou uma denúncia detalhada junto ao Ministério
Público da Bahia (MPBA) e ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCMBA) contra a
Prefeitura de Camaçari.
Irregularidades em
contrato de locação em Camaçari
O Grupo Adicc sob a liderança de seu presidente Antonio Carlos, formalizou uma denúncia detalhada junto ao Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCMBA). A representação questiona a legalidade do Contrato nº 0057/2025, firmado pela Prefeitura de Camaçari para a locação de um imóvel no centro da cidade.
Esta semana fomos informados que rádios locais e outros veículos de comunicação questionaram, em suas abordagens, se procuramos a prefeitura para obter informações e esclarecimentos — o que não nos interessa! Apresentamos os documentos e formalizamos a denúncia. Agora, cabe às Prefeituras responderem ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público da Bahia (MPBA).
Protocolamos a denúncia para garantir que os princípios da moralidade e da impessoalidade sejam rigorosamente respeitados na gestão pública. Não nos cabe questionar a Prefeitura sobre as prestações de contas já apresentadas ou realizar solicitações. Foi identificado um contrato envolvendo um servidor público, e quem deve prestar esclarecimentos é a própria Prefeitura”, afirmou Antônio Carlos.
Conflito de interesses e vínculo funcional
Entendemos que a contratação fere diretamente a Lei de Licitações, uma vez que a representante legal do imóvel locado é servidora efetiva do próprio município. Essa relação cria um conflito de interesses insanável, pois a legislação veda a participação de agentes públicos em contratos com o órgão onde atuam. O vínculo estatutário da locadora com a prefeitura compromete a isenção necessária para a celebração do negócio jurídico.
Divergências financeiras e inconsistências no pagamento
A análise técnica apresentada revelou discrepâncias significativas nos valores envolvidos. O laudo de avaliação
oficial sugeriu um valor de mercado superior ao que foi efetivamente registrado
no contrato, gerando uma diferença mensal sem justificativa
técnica robusta. Além disso, apontamos que o valor liquidado em pagamentos
recentes apresenta uma redução não explicada em relação ao valor
contratado, o que sugere falhas graves na transparência e na classificação
contábil da despesa.
Uso político-partidário e desvio de finalidade
A denúncia destaca ainda o histórico recente do imóvel,
localizado na Rua Francisco Drumond. Registros de agosto de 2024 mostram que o
prédio funcionava como possível comitê político, ostentando cores e símbolos do partido do atual Prefeito ( CASA 13). Entendemos que a rápida descaracterização visual
do imóvel para sua posterior locação à prefeitura em 2025 indica uma preparação
deliberada do bem para o uso público, o que configuraria um claro desvio de
finalidade administrativa.
Pedido de suspeição no Tribunal de Contas
Diante do sorteio realizado pelo TCMBA, Camaçari estaria na relação do Grupo
2 que seria de responsabilidade da Conselheira Aline Peixoto, protocolamos um pedido de suspeição contra a conselheira. Argumentamos que a conselheira possui vínculos familiares
diretos com lideranças nacionais do mesmo partido político envolvido na gestão
de Camaçari e no histórico do imóvel. Para nós, a redistribuição do
processo a outro relator é fundamental para garantir a aparência de
imparcialidade e a credibilidade do julgamento técnico.
Requerimentos e fiscalização rigorosa
Solicitamos a suspensão imediata de qualquer pagamento e a anulação total do contrato por vício de legalidade e que o MPBA e o TCMBA apurem a responsabilidade do prefeito e dos secretários signatários, exigindo o ressarcimento de valores ao erário caso as irregularidades sejam confirmadas.
Nossa atuação visa proteger o patrimônio público e garantir que as contratações em Camaçari sigam critérios estritamente técnicos e éticos. Concluiu Antonio Carlos.